domingo, 8 de abril de 2018

10 - Diante dos Rei dos Reis.

E os hóspedes chegaram, sim eles chegaram! Boa comida, boa cama e simpáticas garotas no atendimento, quem não ficaria hospedado nessa estalagem?
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Tudo ia bem na vida de Natasha, tinha uma ocupação, ganhava um dinheirinho e conhecia pessoas novas a todo momento. As tardes no rio com Louise no rio eram maravilhosas, elas conversavam sobre tudo e se divertiam com as histórias malucas de seus hóspedes.

O coração de Natasha parecia ter se curado com a nova amizade, era verdade que a sua história passada estava esquecida, aliás Natasha tinha a incrível habilidade de esquecer todo o seu passado.
Quando  Louise perguntava sobre a sua história, Natasha sempre respondia com metáforas, isso deixava Louise preocupada, mas ela não insistia pois não queria trazer a memória de sua amiga lembranças ruins.

Certa manhã as inseparáveis amigas foram juntas ao mercado do vilarejo, um boato estranho agitava as pessoas naquele dia. Circulava uma notícia que bárbaros estavam destruindo os vilarejos, matando pessoas e levando crianças como escravas.

De fato era uma notícia muito preocupante, porém todos acreditavam ser notícias de lugares distantes que dificilmente tal barbaridade perduraria por tanto tempo.
Louise se mostrou bastante preocupada com a notícia, porém Natasha preferiu não dar importância aos boatos.

domingo, 19 de novembro de 2017

A identidade que precisamos.

Lendo por aí, em jornais, revistas, internet, músicas percebi o quanto a "igreja" tem buscado por uma identidade verdadeira, usamos vários rótulos para nos definir: discípulos, princesa, príncipe, nação da cruz, noiva... tantas palavras usadas em tentativa frustradas de mostramos que somos separados, que somos diferentes.

Achamos que somos discípulos, mas na verdade somos covardes se escondendo atrás de um estilo de vida. Nossos pecados são escondidos a sete chaves, quando alguém cai em escândalo vira fofoca nos arredores do templo, não julgamos mas também não estendemos as mãos, na dificuldade do outro buscamos uma posição mais imparcial possível.
 
É fácil falar para alguém desesperado para que ele "confie no Senhor", nos declaramos como filhos desse Senhor e não fazemos nada, apenas pronunciamos palavras.

Só choramos com os que choram quando vivemos o mesmo tipo dor, quando não, damos graças a Deus por ser com o outro e não conosco, chegamos até a respirar mais aliviados.

Queremos fazer parte de vários movimentos onde existam pessoas, alegres, descoladas, jovens e bem humoradas, quando se trata de movimentos onde a realidade mostrada é triste e miserável, dizemos: " não tenho dom para isso", "admiro a aqueles que possuem dom para isso".

Será que entendemos realmente o que é ser igreja? Estamos prontos para sofrer porque amamos? Estamos dispostos a perdoar porque amamos? Estamos prontos para esperar porque amamos? Estamos dispostos a perder porque amamos? Nossa fé realmente está firme, ou isso depende da situação?

Não precisamos inventar rótulos, consideremos apenas que somos filhos de um Pai amoroso, e que se não sabemos como praticar esse amor, então precisamos reconsiderar os nossos caminhos
Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, essa é toda identidade que precisamos.

Fonte da imagem: http://www.filmofilia.com/mirror-mirror-trailer-debuts-77220/